quarta-feira, novembro 15, 2006

Mate uma rooMATE

Por alguns dias, minhas primeiras palavras ao acordar tem sido as mais feias possíveis (contando ainda com o agravante fator do meu humor matinal).
Ter uma roommate é como um casamento, e nesse caso, um casamento que nunca quis, nunca pedi. Que nem casamento arranjado, isto é, nunca dá certo.
Ela desperta com as galinhas, e sendo assim, é como se eu tivesse que despertar também. Toma um banho frio pela manha, volta pro quarto, acende a luz, se troca, derruba tudo. Vai pra sala, liga a TV, abre a geladeira, prepara seu desayuno. Ah, esqueceu seu creme no quarto. Abre a porta de novo e as luzes continuam acesas. Passa perfume e impesteia o quarto. Quando a escuto chamar o taxi, é a hora do sossego, ah, gracas a Deus ela já se vai. Mas... nao! Poucos minutos depois é o meu despertador que grita. Chego do trabalho, quero curtir minha casa, ela quer dormir. Tomo tudo que posso do quarto para nao atrapalhar seu sono. É hora do banho e já penso em business, prouzir 2 perucas com o que me deparo por lá. O banho fica frio. Vou comer. Abro a geladeira e um potinho aberto com salsichas e ovos de dias atrás e a maionese coitada, nunca viu geladeira na vida. Não dá dor de barriga nããão?
Depois de tudo isso, o que me resta é ir dormir também, mas já não posso porque ela fica no chatline ali no celular até altas. Dio mio, será que nao rola um meio termo, uma compreensao?
Depois de caras, bocas e bicos que fiz, depois de mil nomes que a dei enquanto me perturbava, parece que tudo sumiu depois que a ouvi segurando o choro, bem baixinho. Me deu até vontade de levantar e ir lá abracá-la, sem perguntar porquê estava chorando. Aí me volta todo aquele conceito de que as pessoas sao todas diferentes mesmo e o que a gente quer é ser feliz.
Não tive as bolas ou a pachorra de levantar pra ajudá-la, me arrependi tanto, dormi pensando nisso.
Dormi até a hora que ela me acordou de novo! hahahahaha
Brrrrrrrrrrr!